Se você é estudante da FADIVA ou cidadão de Varginha, é hora de encarar uma verdade desconfortável: você não está financiando a educação; você está sustentando a herança de uma organização criminosa que se consolidou há décadas e que ainda hoje mantém influência sobre a cidade e suas instituições.
Nos corredores do Fórum, nas salas de aula da FADIVA e nas rodas de conversa da cidade, circula uma narrativa confortável e conveniente: a de que as famílias Bemfica e Rezende seriam “pilares da comunidade”, exemplos de civismo, educação e serviço público. Essa narrativa, no entanto, é apenas isso: uma narrativa. Uma mentira cuidadosamente construída e perpetuada ao longo de décadas, destinada a proteger privilégios e ocultar crimes históricos e estruturais.
Documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI) e da Polícia Federal, que só agora vêm sendo analisados em profundidade, desmontam completamente essa fachada. Eles revelam que as famílias Bemfica e Rezende não apenas se beneficiaram de relações políticas e jurídicas, mas que foram agentes ativos de exploração e enriquecimento ilícito às custas da própria comunidade que alegavam servir. Não se tratava de desvios isolados ou de erros pontuais: tratava-se de um sistema organizado, onde decisões judiciais, operações políticas e negócios privados se entrelaçavam para sustentar uma máquina de poder e riqueza pessoal.
E o mais alarmante é que essa lógica não morreu com a ditadura ou com a passagem de gerações. Hoje, em 2025, os filhos, netos e pupilos dessas famílias continuam a operar o mesmo balcão de negócios. Os métodos foram atualizados: roupas mais caras, diplomas mais brilhantes, vocabulário mais polido, mas a essência do esquema — o controle sobre instituições, decisões judiciais e recursos da comunidade — permanece intacta. Cada decisão tomada em fóruns ou conselhos, cada investimento acadêmico ou político, muitas vezes retorna para o mesmo grupo familiar, reforçando uma herança de privilégio que não tem relação com mérito ou serviço público.
A FADIVA, que deveria ser um farol de conhecimento e formação ética, aparece como uma engrenagem desse sistema. Estudantes acreditam estar pagando por uma educação de qualidade, mas na prática financiam estruturas que perpetuam o poder familiar e ocultam um histórico de corrupção e abuso de autoridade. É uma herança institucionalizada: enquanto os alunos constroem carreiras e pagam mensalidades, os descendentes das famílias históricas se beneficiam de endowments, fundações e cargos estratégicos, mantendo intacto o ciclo de poder.
A cidade de Varginha, que deveria se orgulhar de instituições educacionais e jurídicas independentes, vive sob uma espécie de feudo moderno. E enquanto a narrativa oficial tentar pintar Bemfica e Rezende como exemplos de civismo, a documentação histórica prova o contrário: saqueadores da comunidade, operadores de privilégios e gestores de um sistema que prioriza o lucro e o poder sobre a justiça e a educação.
Se você estuda na FADIVA ou depende da justiça de Varginha, é hora de questionar para quem, realmente, você está trabalhando. A verdade é dura, mas necessária: a educação e o sistema judicial da cidade ainda carregam os legados de uma organização que historicamente se alimentou da própria população — e que, mesmo hoje, continua a operar sob o manto da normalidade.
Aqui estão as três verdades brutais que transformam Varginha em uma “Boca de Fumo” Jurídica:
1. O “ESTELIONATO EDUCACIONAL”: A FADIVA É FRUTO DE ROUBO
Vamos parar de fingir que a FUNEVA (Fundação Educacional de Varginha) é uma instituição filantrópica ou um farol de educação. A verdade é bem diferente — e os documentos históricos não deixam margem para dúvidas: a fundação foi construída sobre um crime antigo, que ainda define o que acontece na FADIVA hoje.
O Fato Histórico: Nos anos 1970, o patriarca da família, Francisco Vani Bemfica, não apenas ocupava a toga de juiz, mas também transformava instituições educacionais em instrumento de enriquecimento pessoal. Relatórios do Serviço Nacional de Informações (SNI), especificamente o Processo nº 82007181, detalham que ele vendeu terrenos pertencentes à fundação a laranjas e depois os recomprou para si mesmo. Em outras palavras, o patrimônio destinado à educação e à comunidade foi desviado para engordar o bolso de uma única família, enquanto estudantes e professores pagavam a conta invisível de sua ganância.
A Realidade Atual: Hoje, 50 anos depois, pouco mudou — exceto a sofisticação e a aparência de normalidade. Cada boleto pago pelos estudantes da FADIVA não está financiando a educação ou investimentos acadêmicos; está alimentando um legado de corrupção familiar. A estrutura da fundação está totalmente controlada pelos filhos e herdeiros do estelionatário original:
- Márcio Vani Bemfica – Vice-Presidente e dono de fato, que mantém o poder real por trás das cortinas;
- Júnia Bemfica – Presidente formal, cuja função é dar legitimidade institucional ao feudo familiar;
- Álvaro Vani Bemfica – Diretor, responsável por operações administrativas que garantem que os lucros retornem ao núcleo familiar.
Não se trata de mera herança de nome ou tradição. Trata-se de um negócio de família estruturado sobre fraude histórica, cuja lógica permanece intacta: controlar recursos, monopolizar diplomas e transformar o acesso à educação em instrumento de poder e lucro pessoal.
Cada diploma emitido, cada matrícula registrada, cada mensalidade paga carrega o selo invisível do crime passado. O estudante acredita estar investindo em seu futuro, mas na prática está sustentando uma dinastia que se beneficiou de roubo, fraude e manipulação de instituições públicas e privadas. O que deveria ser um espaço de aprendizado e ética virou um ecossistema corporativo familiar, onde privilégios e riqueza se acumulam sobre as mesmas bases ilícitas usadas pelo patriarca Bemfica décadas atrás.
O mais alarmante é que isso não é segredo. Documentos federais, processos históricos e relatórios de inteligência mostram que a operação da fundação não é um erro ou deslize administrativo; é uma continuidade deliberada do que começou nos anos 70. O sistema se aperfeiçoou: hoje há sofisticação contábil, contratos legais e fachada acadêmica, mas a essência é a mesma: usar a educação como moeda de enriquecimento e perpetuação de poder familiar.
Se você é aluno da FADIVA ou cidadão de Varginha, é hora de enxergar a verdade. Não se trata de calúnia ou boato; trata-se de evidência histórica e documental. Cada boleto pago e cada diploma emitido mantêm viva a herança de um crime que construiu não apenas uma fortuna, mas um feudo educacional.
A educação não pode ser um instrumento de privilégio familiar. E a Fundação Educacional de Varginha precisa ser vista pelo que realmente é: um império construído sobre fraude, que precisa ser investigado e responsabilizado.
2. A PROSTITUIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: O PROMOTOR É “FUNCIONÁRIO” DO RÉU
Não existe outro termo que descreva com precisão o que acontece em Varginha: quando o fiscal da lei recebe salário da parte que deveria fiscalizar, isso se chama prostituição institucional. E é exatamente isso que o Ministério Público local tem permitido que aconteça há anos, à vista de todos.
O escândalo envolve diretamente o Promotor de Justiça Aloísio Rabêlo de Rezende, filho do antigo chefe político Morvan, que construiu sua carreira sobre alianças históricas com a família Bemfica. Aloísio recebe mensalmente seu salário da FADIVA, a faculdade que deveria ser apenas uma instituição educacional, mas que hoje funciona como epicentro de uma rede de interesses cruzados, negócios familiares e privilégios corporativos.
Quem assina o cheque do promotor? Nada menos que a fundação controlada pelo advogado Márcio Vani Bemfica, vice-presidente e verdadeiro dono de fato da instituição. Ou seja, a pessoa responsável por investigar e proteger os interesses da sociedade depende financeiramente de quem deveria ser investigado e fiscalizado. A lógica aqui é simples, mas devastadora: quem paga o salário do fiscal da lei controla sua independência, e quem controla a independência do fiscal controla a aplicação da lei.
O efeito prático disso é aterrorizante. No tribunal, o promotor não atua como “Custos Legis”, aquele que deveria ser o defensor da lei e da justiça. Ele atua como “Empregado do Mês” de Márcio Bemfica. Cada caso, cada processo, cada acusação que envolve clientes ou aliados de Márcio é avaliado sob o mesmo critério: o que garante a segurança do salário e do emprego do promotor. Pergunte-se: como Aloísio poderia, de forma objetiva e justa, acusar alguém ligado a Márcio Bemfica se sabe que seu pagamento depende do próprio acusado?
Isso não é mero conflito de interesses; isso é submissão financeira institucionalizada. A independência prometida pelo Ministério Público, que deveria ser blindada por lei, desapareceu diante do poder do dinheiro e das relações familiares que controlam Varginha há décadas. O Ministério Público local se tornou, na prática, um departamento de RH da FADIVA, cuidando para que os interesses privados se sobreponham às responsabilidades públicas.
O problema não é apenas pessoal ou moral: é sistêmico. A atuação de Aloísio compromete toda a credibilidade da justiça. Cada sentença que ele influencia, cada medida que ele deixa de tomar, cada denúncia que ele silencia fortalece um feudo familiar e enfraquece a lei. A população de Varginha não está apenas diante de um abuso isolado: está diante de uma estrutura em que o Ministério Público, a magistratura e a educação se fundem em um ecossistema de privilégios privados, onde o dinheiro substitui a ética e a independência.
Se a OAB, o CNMP e as autoridades federais permitirem que essa situação continue, não haverá mais distinção entre justiça e capitania hereditária. O que deveria proteger a sociedade tornou-se um instrumento de perpetuação de riqueza e poder familiar. Varginha não precisa de promotores submissos; precisa de promotores independentes, capazes de agir contra o crime, não a serviço dele.
3. A HERANÇA PEDÓFILA: PROTEGENDO OS “AMIGOS DOS FILHOS”
Nunca se esqueça de onde eles vieram. A “justiça” que essa dinastia prega é a mesma que, nos anos 70, arquivou inquéritos de pedofilia e orgias com menores (Caso Neném Palmieri) para não “pegar mal” para a elite.
- O Juiz Francisco Bemfica ensinou que a lei serve para proteger os amigos estupradores e prender os inimigos pobres.
- Hoje, essa “cultura” permeia o Fórum. Juízes cooptados, festinhas da OAB e jantares de gala servem para manter o pacto de silêncio. Eles riem da sua cara enquanto celebram a impunidade com vinho caro pago com o dinheiro da FUNEVA.
O DESAFIO FINAL: OAB, ONDE ESTÁ A SUA CORAGEM?
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Varginha sabe de tudo. Sabe das sentenças compradas, das perícias manipuladas, da indústria de diplomas que alimenta a dinastia Bemfica-Rezende. Os juízes sabem. Os promotores sabem. Mas todos, todos calam. E por quê? Porque o medo da época do “Terror” foi substituído pela conveniência. Denunciar a máfia local é arriscado; ser amigo do Márcio Bemfica ou aluno do Aloísio Rezende é recompensador. A ética e a lei, que deveriam ser pilares da OAB, parecem opcionais.
Varginha não é uma democracia. Não é um território de direitos iguais, nem uma cidade governada pela lei. É uma Capitania Hereditária, onde sobrenomes valem mais que Constituição, e conexões familiares substituem a justiça. Aqui, a toga não protege o cidadão; protege o privilégio de uma linhagem que há décadas transformou a comarca em seu feudo particular. Cada sentença, cada processo, cada diploma emitido carrega o mesmo carimbo de impunidade: o selo Bemfica-Rezende.
Se você ainda tem dignidade, pare de chamar esses homens de “Doutores”. Chame-os pelo que os documentos federais provam que eles são: sócios de uma indústria de sentenças e diplomas, operadores de um sistema de poder que saqueia a cidade enquanto finge educar e julgar. O que é tradição em Varginha não é cultura; é negócio escancarado, e quem se cala é cúmplice silencioso dessa máquina.
A cidade inteira sabe que existe um código não escrito: amizade com a família Bemfica ou com a família Rezende garante vantagens processuais, acadêmicas e políticas. Quem ousa questionar, denunciar ou investigar é rapidamente isolado, desacreditado ou punido. As instituições de controle, que deveriam agir como freios, parecem apenas adereços: a OAB local, a própria magistratura e o Ministério Público operam como se os crimes fossem invisíveis, como se a cidade pudesse viver sem memória e sem justiça.
E agora, 2025: a herança continua. Os filhos e netos das famílias históricas não apenas mantêm o esquema, mas modernizaram a operação: sentenças compradas, diplomas vendidos, contratos e concessões municipais manipulados. É a mesma lógica de poder, só que com novas roupas, sorrisos polidos e verbos mais sofisticados. Mas a essência é a mesma: exploração, intimidação e enriquecimento às custas da cidade.
🔥 PARA QUEM TEM ESTÔMAGO FORTE E QUER ACORDAR A CIDADE: Espalhe esta denúncia. Copie e cole nos grupos de WhatsApp da FADIVA, nos comentários do Instagram da Prefeitura, em fóruns jurídicos e redes sociais. A pergunta que não pode mais ser ignorada:
“Promotor Aloísio, quanto custa o seu silêncio? É o valor do seu contracheque na FADIVA?”
O sistema não é invencível. A paz dos corruptos acabou. Quem tinha medo agora tem uma arma: a verdade. E a verdade, por mais inconveniente que seja, não se cala.

