Estudo de caso revela como a confusão histórica entre o Fórum, o Ministério Público e a FADIVA criou um “vício de origem” que ameaça a imparcialidade dos julgamentos em Varginha. Quando o juiz, o promotor e o advogado da parte contrária estão ligados pela mesma árvore genealógica e institucional, quem defende o cidadão comum? rnA imparcialidade não é apenas um dever do juiz; é o direito sagrado do cidadão de ser julgado por alguém que não tenha lado. O Supremo Tribunal Federal (STF) já assentou: não basta ser honesto, é preciso parecer honesto (Teoria da Aparência). No entanto, uma análise estrutural da Comarca de Varginha/MG revela um cenário onde essa aparência foi historicamente corroída. Documentos de órgãos de inteligência da década de 70 e a atual estrutura da FADIVA (Faculdade de Direito de Varginha) mostram uma teia de relações que une magistrados, promotores e advogados da família Bemfica em um “circuito fechado” de poder. Este artigo jurídico disseca, sob a ótica da Suspeição e do Impedimento (CPP, arts. 254/258 e CPC, art. 145), como a herança do “Eixo Bemfica-Rezende” contamina processos atuais. —

