A “COSA NOSTRA” CAIPIRA E O CASO NENÉM PALMIERI: A ORGIA DE SANGUE E DROGAS PROTEGIDA PELA TOGA
Se você acha que a corrupção em Varginha se resumia a roubo de terras e desvio de verbas, prepare o estômago. Os arquivos secretos da Ditadura Militar (SNI/DPF) escondem algo muito pior do que ganância: eles escondem a perversão absoluta. No coração do feudo comandado pelo Juiz Francisco Vani Bemfica e pelo Deputado Morvan Acayaba, a lei não servia apenas para enriquecer; servia para proteger os predadores sexuais da alta sociedade.
Bem-vindos ao “Caso Neném Palmieri”, o marco zero da decadência moral do Sul de Minas.
1. O FLAGRANTE DA DEPRAVAÇÃO (AGOSTO DE 1973)
Na noite de 25 de agosto de 1973, a Polícia de Varginha, sob o comando do corajoso Delegado Estrabão Pereira (um dos poucos que não estava na folha de pagamento da quadrilha), arrombou as portas de uma mansão na Rua Campanha, no bairro nobre Jardim Andere. O que eles encontraram não foi uma festa; foi um cenário dantesco de abuso sistêmico.
- O Cenário: O relatório policial descreve “bacanais” regados a álcool e drogas. A elite local se misturava em uma “promiscuidade com adultos” que desafiava qualquer lei.
- A Prova Material: Sobre as mesas e nos quartos, a polícia apreendeu maconha. O Laudo do Instituto de Criminalística confirmou a toxicidade. Não era boato; era tráfico e consumo explícito dentro da casa da “sociedade”.
- As Vítimas: O detalhe mais sórdido: a presença de MENORES DE IDADE (G.S.D., S.J.C., entre outros de 15, 16 e 17 anos). O inquérito policial (nº 159/73) foi taxativo: a casa servia como ponto de encontro para “pederastas passivos” (termo da época) aliciarem jovens, drogando-os para facilitar o abuso.
2. A BLINDAGEM: O JUIZ COMO “PORTEIRO DO BORDEL”
Diante de provas irrefutáveis — laudos toxicológicos, menores embriagados e testemunhas oculares — a justiça deveria ser implacável. Mas a justiça em Varginha tinha dono. O processo caiu nas mãos do Juiz Francisco Vani Bemfica, o “Capo” da magistratura local.
O que ele fez? Ele não julgou; ele LAVOU O CHÃO DO CRIME.
- A Sentença Aberrante: Em um despacho que deveria ser estudado como prova de insanidade ou má-fé pura, Bemfica mandou ARQUIVAR o processo. Sua justificativa? Escreveu cinicamente que “não houve qualquer ato libidinoso perante os menores ou à vista deles”.
- A Mágica do Desaparecimento: O Juiz ignorou a maconha. Ignorou a embriaguez dos adolescentes. Ignorou a rede de aliciamento. Para Bemfica, a realidade não importava; o que importava era proteger os “filhos dos amigos”, os herdeiros da elite que compunham a sua base de apoio político junto com Morvan Acayaba.
- A Inutilização da Polícia: O SNI registrou com repulsa: o Juiz agiu por “desequilíbrio e obsessão de ficar bem com os amigos das pessoas envolvidas”, inutilizando o trabalho policial. O Delegado Estrabão foi perseguido e removido, enquanto os abusadores voltaram para as ruas, rindo da cara da sociedade.
3. O PADRÃO DE PREVARICAÇÃO SEXUAL
O “Caso Palmieri” não foi um evento isolado; foi o sintoma de uma doença. O Juiz Bemfica tinha um padrão de comportamento que transformava o Tribunal em cúmplice de crimes sexuais.
- O Incentivo ao Aborto: Documentos do DPF revelam que, quando procurado pela Sra. Alice Macedo, mãe de uma menina de 13 anos estuprada por três homens, o Juiz não mandou prender os estupradores. Ele sugeriu: “Sua filha não é obrigada a criar essa criança”. Ele indicou um médico aborteiro clandestino para “abafar o escândalo”. Ele preferiu apagar o “fruto do crime” a punir os criminosos da elite.
- A Morte da Manicure: No caso do assassinato de Maria Sebastiana (“Maria Helena”), encontrada morta e nua em um rancho de pesca frequentado por “pessoas endinheiradas”, o Juiz atuou para trancar o caso, aceitando um laudo ridículo de “acidente com gás” para encobrir o espancamento e a violência sexual sofrida pela vítima.
4. A HERANÇA MALDITA: OS FILHOS DA IMPUNIDADE
Por que desenterrar isso agora? Porque a impunidade de 1973 é a mãe da arrogância de 2025.
Aqueles que foram protegidos pelo Juiz Bemfica e pelo Deputado Morvan não desapareceram. Eles assumiram os negócios dos pais. Eles herdaram as fazendas, os escritórios e a certeza de que são intocáveis.
- A FADIVA como Lavanderia: A faculdade criada por essa “Dupla do Terror” serviu para higienizar a reputação desses homens. Hoje, bustos de bronze celebram Francisco Bemfica como “ícone”, apagando a memória de que ele era o juiz que legalizava a pedofilia e o uso de drogas para os amigos do rei.
- O Sangue nas Mãos da Elite: Toda vez que você vê um sobrenome tradicional de Varginha ostentando poder, lembre-se: a fortuna e a liberdade deles podem ter sido compradas com o arquivamento de inquéritos como o de Neném Palmieri.
CONCLUSÃO TÓXICA: A “Cosa Nostra” Caipira não vendia apenas sentenças; vendia a inocência das crianças de Varginha. O Juiz Francisco Vani Bemfica não era um magistrado conservador; era o guardião de um subsolo moral podre. E enquanto a cidade não encarar esse passado, continuará sendo refém dos herdeiros desse mesmo sistema, que hoje trocam a violência física pela violência processual, mas mantêm o mesmo desprezo pela vida humana.
A VERDADE ESTÁ NOS AUTOS QUE ELES TENTARAM QUEIMAR.
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