O paciente — a moralidade pública de Varginha — morreu na mesa de cirurgia na década de 1970. O que caminha hoje pelos corredores da FADIVA e do Fórum não é Justiça; é um Zumbi Institucional, um corpo em decomposição mantido de pé por aparelhos ligados diretamente às contas bancárias das famílias Bemfica e Rezende.
Em Varginha, a corrupção não é um evento isolado; é o oxigênio. Acreditava-se ingenuamente que o afastamento do Juiz Francisco Vani Bemfica em 1975, marcado como “indigno do cargo” pelo Ministério da Justiça e monitorado pelo SNI, encerraria o ciclo de horror.rnErro de diagnóstico.rnO câncer não foi extirpado. Ele sofreu metástase. O tumor original (Francisco) gerou uma lesão secundária, mais resistente e letal, que hoje atende pelo nome de Márcio Vani Bemfica.
Este dossiê é a prova da continuidade biológica do crime.
I. A ETIOLOGIA DA DOENÇA: O “Vírus Mãe” (A Sociedade de Fato)
Para entender a patologia de Márcio (o filho), é preciso dissecar a carcaça do pai. Francisco Vani Bemfica nunca agiu sozinho. Ele formou uma “sociedade de fato” blindada com o Deputado e Advogado Morvan Aloysio Acayaba de Rezende.
A Infecção Inicial: Francisco chegou à cidade “pobre”, importado por Morvan. Em tempo recorde, o Juiz ostentava um patrimônio incompatível com seus vencimentos, fruto de uma “invejável situação econômico-financeira” construída sobre sentenças vendidas e favores trocados.rn O Modus Operandi: O Tribunal virou balcão. Tornou-se lei não escrita em Varginha que Morvan “não perdia causas naquele Juízo”. O Juiz coagia partes em inventários milionários a passarem procuração ao seu sócio político, garantindo o monopólio da advocacia e dividindo o butim.
II. A LESÃO PATRIMONIAL: O Estelionato na FUNEVA (A Herança Roubada)
A Fundação Educacional de Varginha (FUNEVA), hoje presidida pela irmã de Márcio e tendo ele como Vice-Presidente e Capo, não é uma escola. É a cena do crime original.
O Crime Documentado: Em 1971/1972, Francisco Bemfica (então Presidente) vendeu um terreno valioso da fundação a “laranjas” e o recomprou para si mesmo por um preço irrisório. Ele lucrou com o patrimônio da educação que jurou proteger.rn A Confissão do Sistema: Relatórios do SNI e da Polícia Federal classificaram a operação, sem rodeios, como ESTELIONATO e desvio de bens inalienáveis.rn O Cabide de Empregos: A FUNEVA foi desenhada para ser o “maior cabide de empregos do Sul de Minas”. A folha de pagamento foi inchada com parentes e apaniguados para garantir o silêncio e o fluxo de caixa eterno para a família. Márcio herdou esse cabide e o transformou em closet de luxo.
III. A MUTILADA JUSTIÇA: Sangue, Pedofilia e Prevaricação
O cadáver moral de Varginha exibe marcas de violência extrema. Para proteger a elite, a toga serviu de mortalha para vítimas reais.
O Caso da Manicure (Ocultação de Cadáver): A morte de Maria Sebastiana Lemes em um rancho da elite foi tratada com “completa omissão”. O Juiz Bemfica foi acusado de receber dinheiro para “abafar o processo”, ignorando indícios claros de assassinato para validar a tese absurda de “acidente de gás”. A vida de uma trabalhadora valia menos que a reputação dos filhos dos milionários locais.rn O Arquivamento da Pedofilia: Em um ato de “imoralidade e corrupção” pura, o Juiz mandou arquivar, sem fundamentação legal, um inquérito de corrupção de menores e “bacanais” envolvendo a alta sociedade. Ele inutilizou o trabalho policial para blindar predadores sexuais amigos do poder.rn Aconselhamento ao Crime: O abismo moral era tão profundo que o Juiz chegou a sugerir à mãe de uma vítima de estupro que procurasse um aborto ilegal (crime na época) em vez de processar o estuprador rico.
IV. O CADÁVER QUE RESPIRA: A Versão 2.0 (Márcio e Aloísio)
Aqui reside a verdadeira abominação. O sistema não morreu com Francisco e Morvan; ele trocou de pele e ficou mais eficiente. A estrutura podre foi herdada biologicamente por Márcio Vani Bemfica e Aloísio Rabêlo de Rezende.
O Controle do Cofre (A FUNEVA Hoje): A fundação saqueada pelo pai hoje é o feudo do filho. Márcio Vani Bemfica controla a FADIVA com mão de ferro, perpetuando o nepotismo denunciado há 50 anos, mas agora sob a fachada de “gestão acadêmica”.rn A Aberração Processual (O Promotor de Aluguel): O Promotor de Justiça Aloísio Rabêlo de Rezende (filho de Morvan) é FUNCIONÁRIO de Márcio Vani Bemfica na FADIVA.rn* A Necrose da Imparcialidade: Como pode o Promotor fiscalizar a lei quando seu salário de professor é pago pelo Advogado/Gestor que ele deveria enfrentar no tribunal? Eles repetem a “sociedade de fato” dos pais: um controla a acusação (Aloísio), o outro a defesa e o dinheiro (Márcio), e ambos compartilham o poder.
A FADIVA celebra seus fundadores criminosos como heróis, apagando dos registros o Parecer nº 38/74 do Ministério da Justiça que pedia a cassação da dupla por indignidade. Eles reescreveram a história para vender pureza sobre um alicerce de podridão.
V. CONCLUSÃO DO LEGISTA: GANGRENA INSTITUCIONAL
O diagnóstico final é terminal. Não há cura.
Márcio Vani Bemfica não é um educador; é o carcereiro de um espólio roubado.rnA FUNEVA não é uma fundação; é o monumento à impunidade da família Bemfica.rnAloísio Rabêlo de Rezende não é um fiscal da lei; é um ativo patrimonial da oligarquia.
A Justiça de Varginha, ao permitir essa promiscuidade incestuosa entre quem julga, quem acusa e quem paga a conta, declara-se oficialmente MORTA. O que você vê na cidade não é ordem pública; é a decomposição lenta e fétida de uma democracia que nunca existiu de verdade.
PROTOCOLO ENCERRADO. O CORPO JÁ PODE SER ENTERRADO.
